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Laura Widal

Adeus ano velho, adeus metas individuais!

// 05/12/2016

O modelo é esperado em grandes empresas. Todo começo de ano estabelecem-se as metas corporativas, de área e individuais. Todo ano a história se repete: profissionais se preocupam primeiro com suas metas individuais, afinal, para elas não há (quase nunca) desculpas, você precisa gerenciá-las e dar foco para atingi-las.

Em que medida elas contribuem para os desafios do novo mundo? Colaboração, inovação, empreendedorismo, transformação digital?

É um grande desafio conectar tudo, as mudanças, os modelos de avaliação e recompensas, os aspectos culturais, as diferentes gerações que co-existem. Eu sempre defendi modelos mais tradicionais, mas, acompanhando algumas culturas, percebi que nem sempre eles entregam o que é mais precioso para a empresa: resultado diferenciado que gere competitividade para o negócio e o desenvolvimento das pessoas.

Como acreditar que as melhores ideias surgem com diferentes pontos de vista e co-criação, se as pessoas estão ocupadas demais com seus "afazeres" individuais e em competir entre si?

Sim, porque na maioria das vezes o output da apuração de metas é a definição do bônus, promoção e mérito. Então, em alguns ambientes, é mais importante ser o melhor do que trabalhar em equipe. Já pensou em definir apenas metas corporativas e de equipes ou projetos? As reuniões de acompanhamento de resultado já garantem que os principais indicadores não estão abandonados, não precisando, para isso, desdobrá-los ao nível individual. E o reconhecimento? Por que não recompensar equipes? Sim, a avaliação pode ficar um pouco mais subjetiva, mas quem garante que as avaliações "mais objetivas" são justas e acuradas? É tempo de repensar as práticas, pois o mundo e os negócios mudaram!

Será que a sua empresa precisa repensar o modelo de avaliação?