+55 11 3624 8500 Sair

Laura Widal

Benchmarking e o “Ctrl-C + Ctrl-V” da cultura empresarial: entenda o que você faz errado

// 20/05/2019
Com certeza você já leu algum artigo ou assistiu a um documentário que trazia informações sobre a cultura do Google ou do Facebook. Reparou naquelas salas ultracoloridas, lanches e refeições gratuitas, áreas de jogos e criteriosas avaliações de desempenho dos funcionários, com planos de carreira e horários flexíveis. Parece tentador copiar esse formato de cultura empresarial para a sua realidade, não é mesmo? Mas, o que muita gente não lembra nessas horas é que as empresas não são iguais. E está aí o erro de muita gente.
Isso que estamos falando, nada mais é do que fazer benchmarking de uma maneira equivocada que pode criar uma grande frustração – e gerar custos desnecessários – para a sua marca.
 
Mas, antes de continuar a falar sobre o que você está fazendo de errado, vamos entender o que é o benchmarking.

 
O que é e como fazer benchmarking?

 

O benchmarking, nada mais é, do que compreender o que outra empresa está fazendo e como está alcançando os resultados. Essa estratégia é importante para buscar inspirações e aprimorar processos. Ao contrário do que muita gente pensa, não se trata de “espionagem industrial”, nem nada parecido com isso. Basicamente é um momento de observar outra realidade empresarial e aplicar métodos que fazem sentido para a sua empresa e seus colaboradores.
 
Não necessariamente você precisa fazer benchmarking com uma marca concorrente à sua. Por exemplo, uma empresa do ramo farmacêutico pode buscar inspirações em outra da área alimentícia sobre questões de logística ou armazenamento. 
 
Fazer benchmarking é uma importante forma de relacionamento. Para isso, você pode entrar em contato direto com empresas que tem interesse de conhecer melhor e verificar a disponibilidade delas. Quem faz parte de associações setoriais também pode aproveitar para estreitar esses laços e programar visitas ou, ainda, contar com a uma consultoria especializada em inovação para o RH. 

 
Mas o que pode dar errado no benchmarking?

 

Ao conhecer uma empresa para fazer benchmarking lembre-se disso:
  • O grande erro é copiar e colar: nenhuma prática que funciona em uma realidade empresarial vai funcionar em outra sem adaptações. Ou seja, não pense que você vai sair desse processo com uma fórmula pronta para aplicar quando voltar para o seu escritório;
  • Entenda processos que a outra empresa aplicou e deram errado. A partir de informações como essa você pode aprender com os erros dos outros e não cometer as mesmas situações no seu planejamento;
  • Antes de começar o benchmarking tenha claro qual processo interno você quer melhorar;
  • Anote suas perguntas e tire todas as dúvidas;
  • E mais importante: Não copie! Inspire-se e adapte tudo que você aprender à sua realidade.
 
Não tente repetir uma fórmula pronta. Ao fazer isso você não está levando em consideração a sua empresa e a sua cultura como organização. Além disso, fazer um Ctrl C + Ctrl V em um processo que você aprendeu durante o benchmarking, além de ter grandes chances de não funcionar, pode te levar a ter gastos extras e desmotivar a sua equipe.
 
Por isso, se você não se sentir seguro para uma etapa tão importante como essa, conte com a ajuda de especialistas, que vão trabalhar no planejamento e execução do seu propósito com o benchmarking e vão te ajudar a refletir sobre quais mudanças fariam sentido e trariam benefícios para a sua organização. 
 

Sua empresa já tentou aplicar um modelo de cultura que não foi sustentável? Se você quer saber mais sobre esse assunto, ou pretende iniciar uma pesquisa para diagnosticar qual a cultura empresarial atual, e onde pretende chegar, fale com nossas consultoras. Juntos criamos estratégias para que seja possível implementar a Transformação da sua cultura organizacional.