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Laura Widal

Planejamento 2017: Como o RH pode entregar valor ao negócio?

// 28/08/2016

Na minha visão, o RH de grandes empresas já conquistou um lugar de destaque no grupo de executivos que definem a estratégia da organização e seu plano de execução. A pergunta que vem logo em seguida é: qual o verdadeiro valor que o RH trará para a mesa? Neste contexto, é fundamental que as funções administrativas (folha de pagamento) e especialistas de RH (remuneração, benefícios, gestão de talentos, atração, entre outras) estejam bem constituídas e funcionem com excelência. Mas o que irá de fato agregar valor, além do básico que já é esperado da sua área, são 3 fatores:

  1. Talento. Toda empresa precisa definir o perfil de competências que seus líderes e colaboradores precisam ter para entregar o resultado planejado. Podemos ilustrar essa necessidade pensando em dois negócios distintos, como Facebook e Vale. O perfil dos profissionais e as competências requeridas deles em cada uma dessas empresas é significativamente diferente. Então você pode pensar que algumas coisas não mudam, são universais, como liderança ou gestão de pessoas, por exemplo. Mesmo assim acredito que um trabalho específico é necessário, pois liderar um grupo de profissionais digitais é muito diferente de liderar um grupo de pessoas em uma empresa centrada em operação. Cada um tem sua complexidade e características específicas. Então, o que é considerado talento para uma empresa possivelmente não será considerado na outra. O que é um talento para sua empresa? Vocês já têm um número suficiente de pessoas assim, que ajudam a assegurar resultados e pensar no futuro dos negócios? Como fazem para encontrá-los e atraí-los no mercado?
  2. Liderança. Mesmo sendo extremamente importante ter um grupo de talentos na empresa, quem traz a “taça” para casa geralmente é um time. Sabia que apenas 15% a 20% dos jogadores que ganham a chuteira de ouro na copa do mundo pertencem à seleção vencedora do campeonato? O mesmo acontece com atores e atrizes em relação aos filmes que ganham o Oscar. No mundo corporativo a realidade não é diferente. O mercado já tem como uma das métricas de Valuation de uma empresa, além dos ativos, recebíveis, dívidas e valor da marca, o reconhecimento de quanto vale a marca da liderança. A Apple teve uma super desvalorização de suas ações quando Steve Jobs ficou doente. Na ocasião o mercado sinalizou o receio de que tudo estivesse nas mãos de um talento, e não de um grupo de líderes capazes de dirigir a empresa. Como vocês vem trabalhando a Marca de Liderança em sua empresa? Se ela fosse avaliada hoje pelo mercado, o grupo valorizaria a empresa?
  3. Cultura Organizacional. Neste ponto estamos falando da grande missão de criar um SISTEMA organizacional que impulsione o negócio e ajude a florescer o máximo potencial de cada um dos integrantes das equipes. Um sistema não é passível de cópia. Ele só funciona em uma empresa com todas as características preservadas. Atualmente é comum algumas empresas usarem o espaço físico de outras para tentar desenvolver uma característica em sua equipe. Deixa eu explicar melhor. Temos visto várias empresas promovendo eventos nos escritórios do Facebook, LinkedIn e outros ambientes de empresas consideradas super criativas. A intenção é que o grupo lá reunido consiga respirar o ar daquela atmosfera e produzir coisas criativas para suas empresas. Como uma iniciativa offsite pode até funcionar, e gerar alguns insights úteis. Porém, isso não fará que a empresa que foi até o Facebook se torne mais criativa de verdade, como nova característica marcante, se o SISTEMA dela não for alterado de forma que incentive, permita e recompense a criatividade. Só a formação de uma cultura, que reflita sobre os aspectos mais importante para aquele negócio especificamente, é capaz de promover tal feito após um período de construção. Vocês já refletiram sobre quais aspectos culturais favorecerão o melhor resultado para o seu negócio? O desafio é enorme, pois definir o que será valorizado, o que não será tolerado, quais serão os símbolos e sistemas de uma empresa que reforcem a cultura não é tão simples.

Essas são algumas reflexões para te ajudar a estruturar um plano de trabalho consistente.

Até mais!

Laura Widal

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