Sair

Laura Widal

Como será o futuro do trabalho e o papel do RH

// 05/08/2016

De uma coisa já estou convencida. Estamos criando um novo mundo, mas não sabemos exatamente como serão as coisas.

Que tudo deverá ser repensado e questionado também está claro. Por enquanto, vamos juntando peças, desenhando cenários e iniciando o nosso processo de mudança e atualização.

Acredito que o RH seja muito questionado nas organizações porque é uma área tradicional que inova menos do que as demais geralmente. Como os desafios em relacionamento, encontro de gerações, liderança e busca por novas competências para o trabalho do futuro tiram o sono de todos, mas poucos sabem ao certo o que fazer, a pressão aumenta para o lado dos especialistas. Acho justo também.

Esta pressão porém precisa nos tirar da zona de conforto, logo temos que estudar mais, sair do dia a dia da operação, pensar, criar (prototipar está em alta) e experimentar práticas e ferramentas diferentes.

As peças que conecto hoje são de duas reportagens interessantes. Uma apresenta renomados futuristas mundiais dando conselhos para as crianças sobre o futuro do trabalho. Vou pegar um trecho de um deles, David Smith, que diz:

“First, realize that for today and tomorrow we are in a time of life-long learning. The old paradigm of school, work, and play is over. The next generations will do all of these as a “Blended Lifestyle” approach.”

E o segundo artigo é sobre o AirBnB cujo Head de RH passou a se chamar Chief Employee Experience Officer. O principal desafio dele é:

Airbnb is building what I call the “workplace as an experience™.” The essence of the “workplace as an experience” is where all the elements of work—the physical, the emotional, the intellectual, the virtual, and the aspirational—are carefully orchestrated to inspire employees.

Como podemos ver, alguns futuristas desenham cenários em que não há mais divisão de prazeres, a coerência no lifestyle é presente, unindo o que as pessoas valorizam para suas vidas e relações, com o que valorizam e buscam no trabalho. Empresas mais modernas já começam a falar de experiência dos funcionários, e não apenas de clientes.

Como sua empresa está acompanhando essas tendências? Se hoje você é considerado um empregador atrativo, continuará sendo daqui alguns anos?

O interessante é que quando comecei a ler o artigo imaginava que os “futuristas” estivessem falando de um “futuro distante”, até que um deles deixa claro que essas mudanças importantes são para daqui 5 a 10 anos. Se uma cultura não é construída da noite para o dia, é preciso começar agora.

Vamos pensar juntos sobre isso?