Sair

Laura Widal

O que é e como fazer um PDI

// 10/07/2016

O famoso PDI – Plano de Desenvolvimento Individual – é uma ferramenta para registrar um plano de ação. Ele é efetivo? Na verdade, o plano em si é apenas um papel, um arquivo, um aplicativo, ou qualquer que seja o formato dele, apenas um registro.

Então por que sempre ouvimos falar de PDI nas empresas? Porque quando você institui uma ferramenta para os profissionais usarem, a chance de criar um ritual que leve as pessoas a fazer uma reflexão e um planejamento é maior do que se o processo não for formalizado.

Legal, se o PDI é o registro de uma reflexão e um plano de ação, o que devo incluir nele?

Vamos à prática. Gosto sempre de pensar em dois horizontes na elaboração do PDI. O primeiro é a situação atual, ou o cargo, trabalho que você se encontra.

1. O que você poderia aprender a fazer, melhorar ou deixar de fazer para ter um desempenho ainda melhor em sua função atual?

Mas é importante considerar também a sua ambição, o que quer atingir no futuro.

2. Qual será o próximo passo em sua evolução profissional? O que o novo trabalho ou função exigirá de você? O que você tem que aprender ou aperfeiçoar para chegar lá?

Para definir quais ações entrarão no plano, minha sugestão é que você liste no máximo 5 iniciativas. Se você não estiver com um problema sério de desempenho na função atual, eu dedicaria uma ou duas ações para o trabalho que você desenvolve hoje, e as outras três para a posição futura.

Outra dica importante é que de 5 ações, no máximo 1 delas deve estar relacionada a treinamento, como MBA, cursos, etc. Uma ou duas delas devem ser dedicadas a aprender com outras pessoas, como um mentor, coach ou pessoas que você considere modelos a serem seguidos nos novos comportamentos ou aprendizados que você almeja atingir. E as outras duas ou três devem ser desenvolvimento prático, o que chamamos on the job. Aqui você escolherá situações do próprio trabalho ou de outros ambientes em que você esteja exposta e possa praticar os novos comportamentos e competências que precisa aprender. Por exemplo, se o seu próximo cargo será sua primeira gestão, procure alguma situação que te coloque no papel de líder. Pode ser uma experiência como síndica do seu condomínio, onde ficará responsável pela gestão da equipe do prédio, pode ser assumir a liderança de um projeto que terá que coordenar pessoas em prol de um objetivo comum, pode ser um trabalho voluntário na liderança de um grupo de pessoas, etc.

Resumidamente, você terá os seguintes campos:

1. Objetivo profissional
2. Seus pontos fortes
3. Seus pontos a desenvolver
4. 5 ações em seu plano, sendo:
    A. Uma de treinamento
    B. Uma ou duas de relacionamento
    C. Duas ou três on the job

Faça um acompanhamento a cada dois meses e atualize uma vez por ano. Boa sorte!